18.º In-Edit Brasil | Festival Internacional do Documentário Musical divulga estreias

18.º In-Edit Brasil | Festival Internacional do Documentário Musical divulga estreias

Alaíde Costa, Alceu Valença, Ary Barroso, Baby do Brasil, Odair José são alguns dos personagens brasileiros que têm vida e obra retratas em produções no 18.º In-Edit Brasil | Festival Internacional do Documentário Musical, em São Paulo.

Reconhecido como um dos mais importantes festivais de cinema da agenda paulistana, o evento reúne dezenas de títulos em première nacional e filmes inéditos no circuito de salas e streaming.

A exibição dos títulos brasileiros está dividida em Competição Nacional, Mostra Brasil, Brasil.Doc, Curta um Som e Sessões Especiais.

Outro ponto especial da mostra é a programação paralela que traz debates, encontros, a tradicional feira de vinil e shows confirmados de Fernanda Abreu, Redd Kross, Alaíde Costa, Odair José e Inocentes.

O 18.º In-Edit Brasil irá ocupar as salas do CineSesc, Cinemateca Brasileira, Spcine Olido, Spcine Paulo Emílio (CCSP), Cine Bijou, Cine Matilha (Matilha Cultural) e CINUSP. Um recorte da edição deste ano ficará disponível online nas plataformas Spcine Play, Itaú Cultural Play e Sesc Digital.

 

Programação completa

Sessão de abertura

O documentário inédito no Brasil “Fugs Film!”, que retrata a trajetória do The Fugs, grupo apontado como a primeira banda underground de Nova York e expoente da contracultura americana, abre a 18ª edição do In-Edit Brasil, com a presença do diretor Chuck Smith.

Assista à entrevista com Chuck Smith

 

Competição Nacional

  •  Entre o sucesso e a lama (première nacional)

Cristiano Burlan | Brasil | 2026 | 86’

Com a mentoria de grandes nomes do rap nacional, como Gaspar Z’África e Edi Rock, dezesseis artistas se reúnem para fazer um álbum inédito. Enquanto isso, o Teatro de Contêiner, local onde se encontram em São Paulo, está no centro de uma disputa imobiliária envolvendo a prefeitura, a Guarda Civil Metropolitana e outros interesses especulativos. Nesta realidade dividida está  o embate territorial e a criação artística.

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  • Massa funkeira

Ana Rieper | Brasil | 2025 | 90’

Vencedora da edição 2012 do In-Edit Brasil, Ana Rieper leva suas câmeras para o universo do funk carioca, tendo como ponto de partida o sexo. Sem moralismos, o filme revela como, por meio do corpo, da dança, das letras e vivências de seus artistas, o funk expressa resistência, desejo, prazer e afirmação pessoal, tornando-se força vital e cultural da periferia brasileira.

 

  • Dona Onete – Meu coração neste pedacinho aqui 

Mini Kerti | Brasil | 2025 | 90’

Por entre rios e matas do Pará, Dona Onete conta sua trajetória, desde quando era professora e militante sindical até o sucesso internacional. Com as presenças de artistas paraenses como Gaby Amarantos, Jaloo e Seu Manoel Cordeiro, ela canta os banzeiros, os botos e os sabores da floresta, com humor e sabedoria em celebração da Amazônia viva que pulsa em sua voz.

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  • Ninguém pode provar nada

Rodrigo Pinto | Brasil | 2025 | 105’

As aventuras quase inacreditáveis do jornalista e produtor musical Ezequiel Neves, o “Exagerado Número 1”. Apoiando-se em mais de sessenta horas de entrevistas inéditas e precioso material de arquivo, o filme acompanha sua trajetória, que inclui excessos, lorotas, verdades afiadas e encontros definitivos para a música brasileira, como aqueles com o Made in Brazil, Barão Vermelho e Cazuza.

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  • Pontos de força (première nacional)

Vânia Lima | Brasil | 2026 | 78’

Mateus Aleluia nos guia por lugares sagrados do Candomblé em Cachoeira (BA), realizando uma imersão profunda nesta região em que ancestralidade e (re)existência dialogam de maneira intensa. No registro sensível da diretora Vânia Lima, fé, conexão com a natureza e memória dos antepassados traduzem-se em música.

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  • O cravista (première nacional)

Luiz Eduardo Ozório | Brasil | 2025 | 104’

Roberto Regina é um senhor de 97 anos muito bem-humorado que conta sua trajetória musical com perspicácia e discorre prazerosamente sobre seu instrumento, o cravo. Entre lembranças íntimas e grandes realizações, o artista reflete sobre o legado pioneiro que construiu ao introduzir instrumentos de época na música erudita tocada no Brasil, enquanto enfrentava os desafios impostos pelo preconceito e pela resistência às mudanças. Uma jornada sensível sobre legado, arte, tempo e a coragem de romper barreiras.

 

  • Universo Circular – Jocy de Oliveira (première nacional)

Dácio Pinheiro | Brasil/Alemanha | 2026 | 86’

Pioneira e figura central da vanguarda musical brasileira, Jocy de Oliveira introduziu no país a música eletrônica, no início dos anos 1960.

Prestes a completar 90 anos, ela revisita sua trajetória, compartilhando arquivos, partituras e cartas trocadas com gigantes da música, como Stravinsky, Xenakis, Luciano Berio, Cage e Stockhausen. Mantendo-se inquieta e atual, ela reflete sobre o tempo, a memória e a permanência de seu gesto criativo.

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  • Vivo 76

Lírio Ferreira | Brasil | 2026 | 102’

O premiado cineasta Lírio Ferreira se debruça sobre as influências, o nascimento e a interpretação das canções que formam o disco “Vivo!”, terceiro álbum do compositor e cantor pernambucano Alceu Valença, lançado em 1976.

Tendo o próprio Alceu como condutor, viajamos aos anos 1970 para mergulhar de cabeça na psicodelia pernambucana, onde música, literatura e artes visuais se misturam, apontando caminhos para o futuro.

 

Mostra Brasil

  • Apocalipse segundo Baby

Rafael Saar | Brasil | 2026 | 110’

Durante mais de quinze anos, o diretor Rafael Saar (“Yorimatã” – filme vencedor do In-Edit Brasil 2013) acompanhou Baby do Brasil com uma câmera, deixando-a livre para contar, sem travas na língua, sua trajetória, desde quando a jovem Bernadete Dinorah embarcou num ônibus em Niterói, com destino a Salvador, para viver o sonho hippie.

Através de imagens de arquivo preciosas, acompanhamos suas sucessivas transformações, de Baby Consuelo a Baby do Brasil, sempre marcadas por uma constante: a espiritualidade.

 

  • Ary

André Weller | Brasil | 2025 | 71′

Misturando ficção e imagens de arquivos raras, Ary Barroso conta, através da voz de Lima Duarte, sua vida, desde a infância em Minas Gerais até os dias de glória no Rio de Janeiro. Passando pela parceria com os estúdios Disney, campos de futebol e encontros com personagens importantes na vida cultural brasileira, como Carmen Miranda, o resultado é um ensaio cinematográfico íntimo sobre a mente criativa do homem que inventou o Brasil Brasileiro.

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  • Canecão – Tantas emoções

Bruno Levinson | Brasil | 2026 | 87’

Inaugurado no fim dos anos 1960, o Canecão foi um dos palcos míticos do país, onde grandes nomes da música brasileira realizaram shows históricos.

A partir de depoimentos inéditos e imagens de arquivo, o diretor Bruno Levinson reúne artistas, funcionários e jornalistas para reconstruir a memória viva de um espaço que marcou profundamente a cultura brasileira. Como diria o rei Roberto: “são tantas emoções, bicho!”. (Première nacional)

 

  • Fernanda Abreu – Da Lata 30 anos

Paulo Severo | Brasil | 2025 | 85’

A partir de um vasto material inédito, registrado por Paulo Severo em 1995, Fernanda Abreu conta o processo de criação e gravação do álbum “Da Lata”. Lançando mão de uma estética inovadora que misturava pop eletrônico, funk e samba, o álbum se tornou um marco na música pop brasileira. Tomando depoimentos de personagens importantes na produção do álbum, o filme é uma celebração musical e visual, revelando a personalidade única da artista e o momento social e cultural do Rio de Janeiro de 1995.

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  • Nem tudo é paz e amor

Betão Aguiar | Brasil | 2025 | 88’ (première nacional)

Os filhos da contracultura refletem sobre a criação que receberam de seus pais. Psicodelia, drogas, sexo e resistência contra a ditadura se misturam a fraldas, papinhas e trabalhos escolares. A partir de um ponto de vista privilegiado, eles observaram a beleza, as rupturas e as contradições de uma liberdade sem fim. Dirigido por Betão Aguiar, filho do “novo baiano” Paulinho Boca de Cantor, o filme evoca o espírito da época e pergunta: o que é necessário para atravessar os traumas e as maravilhas de crescer no caos revolucionário da contracultura?

 

  • Quando A Gente Vira Um – Mestre Ambrósio (Première nacional)

Cláudia Dias Perez Machado e Shinji Shiozaki | Brasil | 2026 | 126′

A banda Mestre Ambrósio surgiu no início dos anos 1990, em Recife. A partir de uma extensa pesquisa musical, mergulhou na cultura popular de Pernambuco, aproximando tradição e experimentação, transformando-se num dos pilares do manguebeat, juntamente com Chico Science & Nação Zumbi. Com base em arquivos e depoimentos, além de um reencontro dos músicos quase duas décadas depois, o filme observa como o grupo encontrou na cultura popular tradicional a base para transformar saberes ancestrais em sons contemporâneos.

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  • Rei Da Noite

Cassu, Lucas Weglinski e Pedro Dumans | Brasil | 2026 | 80’

Num ambiente que mistura teatro, vaudeville e escola de samba, Ricardo Amaral conta como criou suas lendárias casas noturnas em São Paulo, Rio de Janeiro, Paris e Nova York. Combinando depoimentos do próprio “rei da noite” com depoimentos dos notórios frequentadores desses espaços, encontramos um universo em que golfinhos, mafiosos e celebridades como Luiza Brunet, Narcisa Tamborindeguy e Pelé participam juntos da gandaia.

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Vou tira você deste lugar

Dandara Ferreira | Brasil | 2025 | 84’

Desafiando o moralismo vigente durante a ditadura militar dos anos 1970, Odair José tocou o coração de milhões de brasileiros, tornando-se ídolo das classes sociais desfavorecidas. Esnobado pela elite intelectual do país, ele abordou com honestidade temas espinhosos como aborto, prostituição, religião, tornando-se vítima da censura e do silêncio da indústria musical. Mais do que contar sua trajetória, “Vou Tirar Você Deste Lugar” nos oferece uma jornada poética sobre o imaginário subversivo de Odair.

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Brasil.Doc

  • Arthur, O Gigante (première nacional)

Ivan de Angelis | Brasil | 2025 | 98’

Arthur Maia foi um dos gigantes do contrabaixo no Brasil. Acompanhando artistas como Gilberto Gil, Djavan, Lulu Santos e Ney Matogrosso, Arthur se destacou desde cedo no cenário musical e fez com que o instrumento se tornasse um protagonista nos palcos e estúdios. Com depoimentos de grandes músicos, amigos e familiares, a trajetória deste exímio instrumentista é celebrada nesta homenagem.

 

  • Canto da gente – Um  filme sobre os Tápes (première nacional)

Matheus Borges | Brasil | 2025 | 77’

O grupo Os Tápes foi fundado em 1971 na pequena cidade de Tapes, no Rio Grande do Sul. Em 1975, o grupo lançou o clássico LP “Canto da Gente”, pela gravadora Marcus Pereira. Funcionando como uma cooperativa, a banda construía suas canções a partir das vozes de grupos marginalizados: peões de estância, trabalhadores rurais, povos indígenas e populações negras. Em plena ditadura militar, essa proposta estética carregava também uma forte dimensão política. No filme, a trajetória dos Tápes é reconstruída por seus integrantes e colaboradores, que revisitam a história e o impacto cultural do grupo.

 

  • Gritos de Agonia – Uma história do movimento punk hardcore em Belém do Pará

Márcio Crux | Brasil | 2025 107’

Marcada por fortes contrastes sociais, Belém muitas vezes se revela uma cidade dura e implacável. Num cenário que oferece poucas perspectivas de futuro, um movimento de resistência ocupa ruas, praças e palafitas, enfrentando o provincianismo, a decadência e o abandono, enquanto ecoam gritos de agonia e desespero.

A partir do diálogo entre o contexto histórico e a relação desse movimento com a cidade, o filme reúne depoimentos e valioso material de arquivo para contar mais de 40 anos da cena punk hardcore na capital do Pará.

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  • Hip Hop Caboclo (première nacional)

João Nascimento | Brasil | 2025 | 77’

Road movie em que Gaspar Z’África e o diretor João Nascimento partem em direção às regiões Norte e Nordeste do país, realizando uma investigação poética que une a cultura popular brasileira ao hip-hop. A partir de encontros com mestres e mestras, o filme revela as raízes, os fluxos e as reinvenções das sonoridades que atravessam o país, misturando ritmos de matrizes africanas e indígenas, cordel, embolada, ladainhas e cantorias.

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  • O homem do fraque verde

Petrônio Lorena | Brasil | 2025 | 73’

A história e a mística do Homem da Meia-Noite, personagem icônico do Carnaval de Olinda. Desde 1932, o boneco gigante percorre as ladeiras históricas da cidade, sempre à meia-noite do sábado para o domingo de Carnaval, conduzindo um cortejo que reúne mais de 300 mil foliões — entre manifestações de fé, devoção popular e a rica miscigenação religiosa brasileira.

 

  • Punks do ABC

Jairo Costa | 2025 | Brasil | 90’

Surgido nas entranhas do sindicalismo dos anos 1970, o movimento punk do ABC se destacava por ser mais politizado que o da capital. A partir de depoimentos de personagens que construíram essa trajetória e farto arquivo histórico inédito, o documentário traz histórias pouco conhecidas do movimento e da cena underground do subúrbio operário, revisitando o passado mas também apontando possíveis caminhos a percorrer.

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Curta um Som

  • Bárbara a força da ancestralidade

Edson Spitaletti e Sandro Cácio | Brasil | 2025 | 15’

Samba, religiosidade e sentido de comunidade – tudo isso conjugado na tradição e memória das mulheres que compõem a Velha Guarda e a Ala das Baianas da Unidos de Santa Bárbara, escola de samba de Itaim Paulista, extremo leste de São Paulo.

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  • Batuque da Fêra

Uyatã Rayra e Pedro Patrocínio | Brasil | 2025 | 23′

À procura do Batuque Perfeito, o mestre Bel da Bonita se depara com o Samba Rural de Feira de Santana (BA). Entre triângulos, tambores e pés-de-bode, seu trajeto revela uma cidade diversa e peculiar, no Portal do Sertão Nordestino.

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  • Bira Rasta, eu sou a onda

Gregori Bastos | Brasil | 2026 | 25’

Ubirajara Nascimento da Silva, o Bira Rasta, foi um dos principais nomes do reggae no Rio de Janeiro. Do violão escondido na infância ao reggae militante e combativo da Baixada Fluminense, o filme traça sua vida, música e legado, revelando o homem por trás do carisma e da mensagem: “Eu não tiro onda, eu sou a onda”.

 

  • Bregueragem

Daniel Arcades | Brasil | 2026 | 17’

O universo brega como um tratado de poesia: cor, cheiro e som numa noite cheia de romantismo, com versos de poetas como Álvares de Azevedo e de cantores da noite como Paulo Humildes.

 

  • Duque de Caxias, o albergue do rock

Guilherme Zani | Brasil | 2025 | 21’

Entre amplificadores e depoimentos de coração aberto, o documentário revela como uma casa em Duque de Caxias, na baixada fluminense, se tornou um refúgio para bandas de metal de todo o Brasil, construindo uma rede de solidariedade que transcende os acordes pesados.

 

  • Nação Hip Hop: cultura de rua

Laia Orisa | Brasil | 2025 | 16’

“Nação Hip Hop” foi o primeiro programa da TV aberta no Brasil dedicado ao gênero. Veiculado pela TV Cultura e pela Band de Florianópolis, impactou milhões de espectadores, fomentando a cena local.

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  • Não quero ser capeta, não!

Duna Dias e Leonardo Augusto | 2024 | 30’

Misturando documentário e ficção, o filme conta sobre a lenda do Capeta do Vilarinho, misterioso personagem que arriscava uns passos de dança nos bailes das Quadras do Vilarinho, na periferia de Belo Horizonte.

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  • O carnaval é de Pelé

Daniele Leite e Lucas Santos | Brasil | 2025 | 21’

Pelé, um enfermeiro aposentado, relembra seus momentos como Mateus, personagem do centenário grupo Boi Tira-Teima, no interior de Alagoas. Enquanto costura o boi que dará vida ao folguedo, ele também costura suas memórias, revivendo experiências como brincante e carnavalesco.

 

  • Ressonâncias

Ana Amélia Arantes | Brasil | 2025 | 25’

A educadora musical Berenice Menegale foi uma das criadoras da Fundação Artística de Belo Horizonte. Aos 90 anos de idade e ainda na ativa, ela mantém seus olhos no futuro e continua difundindo os ideais de liberdade, renovação e direito universal à arte, assimilados por ela desde a infância.

 

  • Silêncio na boiada

Luiza Fernandes | Brasil | 2025 | 20’

Quilombo Liberdade, São Luís (MA). Aqui, vemos como o Bumba Meu Boi da Floresta de Mestre Apolônio atravessou os momentos de silêncio, isolamento e mortes provocadas pela pandemia do COVID-19. Apesar deste cenário, o Boi da Floresta encontrou formas de dar continuidade e atualizar as tradições, e garantir a sobrevivência de seus brincantes durante a maior crise sanitária mundial dos últimos cem anos.

 

  • Uma orquestra no contrabaixo

Sergio Sbragia | Brasil | 2025 | 25’

Durante o enterro de seu pai, o diretor Sergio Sbragia descobre que o velho contrabaixo de seu pai guarda um segredo: ele traz em seu tampo as assinaturas de todos os membros da Orquestra Sinfônica Municipal do Rio de Janeiro, nos anos 1950. A partir daí, vemos as histórias de uma geração de mestres da música sinfônica brasileira – imigrantes que vieram para o Brasil em consequência da II Guerra Mundial.

 

Sessões Especiais

  • A noite de Alaíde

Liliane Mutti | Brasil | 2025 | 100’

Nascida no subúrbio carioca, Alaíde Costa foi um dos principais nomes da primeira geração da Bossa Nova. Única voz negra do movimento, no entanto, ela foi ignorada pelas grandes gravadoras e, assim como Johnny Alf, outro pioneiro negro, foi impedida de participar da apresentação feita no Carnegie Hall, em Nova York, em 1962. Agora, aos 90 anos, ela volta aos Estados Unidos, em busca de um lugar que sempre foi seu por direito.

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  • Botinada!

Gastão Moreira | Brasil | 2006 | 75’

O punk chegou ao Brasil como pôde. Para isso, teve que burlar a ditadura e os meios de comunicação, encontrando um público pouco preparado. Gastão Moreira consegue iluminar uma história cheia de contradições e colocar em pratos limpos um período marcado pelo barulho e pela garra.

 

  • Flora & Airto – O som revolucionário

Jom Tob Azulay | Brasil | 2026 | 86’

Flora Purim e Airto Moreira revolucionaram o mundo do jazz e da música brasileira nos anos 1970. Ao lado de Chick Corea, os dois lançaram as sementes do fusion moderno no álbum “Return to Forever” (1972), além de terem participações fundamentais nas gravações de “Bitches Brew”, de Miles Davis, e “Welcome”, de Carlos Santana. Neste filme, acompanhamos o duo numa gravação histórica e emocionante, realizada em 2024, que entrelaça as vidas pessoais e profissionais dos dois artistas no passado e no presente. A obra celebra o papel de Flora e Airto na música contemporânea, revelando a força de sua parceria marcada pela transgressão e reinvenção constantes.

 

Panorama Mundial

Entre os longas-metragens internacionais estão obras sobre nomes e fenômenos que marcaram a cultura musical mundial, além de retratos sobre cenas underground, contracultura e manifestações musicais ao redor do mundo. Os destaques vão para os filmes inéditos sobre Sun Ra, Boy George e a banda Culture Club, Paul Di’Anno (primeiro vocalista da banda Iron Maiden), Peter Asher, Big Mama ThorntonPablo Milanés e clarinetista sírio Kinan Azmeh.

 

  • Boy George & Culture Club (inédito)
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  • Di’Anno: Iron Maiden’s Lost Singer (inédito)
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  • Sun Ra: Do The Impossible (inédito)
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  • Born Innocent: The Redd Kross Story
  • The Best Summer
  • Esto es Raptor House
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  • Cheech & Chong’s Last Movie

 

  • The Last Critic

 

  • Half Moon
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  • La Partitura del Cosmo
  • La 42 (42nd Street)
  • Through the Body: The Story of the International Body Music Festival
  • Para Vivir: El implacable tiempo de Pablo Milanés
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  • Agridulce
  • The Blind Couple from Mali
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  • Everywhere Man: The Lives and Times of Peter Asher
  • The Big Johnson
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  • Big Mama Thornton: I Can’t Be Anyone But Me
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In-Edit Brasil 2026 é uma realização da In Brasil Cultural; do Ministério da Cultura/Governo Federal, através da Lei Rouanet; do Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas; e do Sesc São Paulo. O evento conta com patrocínio do Itaú Unibanco e da Spcine e a parceria da Cinemateca Brasileira (Sociedade Amigos da Cinemateca). O festival nasceu em Barcelona, na Espanha, em 2003, e acontece no Brasil desde 2009. Outros países como Chile, Grécia, México, Países Baixos e Uruguai também realizam edições do festival.

 


18º In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical

Data: de 17 a 28 de junho de 2026

Horários: confira aqui locais e os horários das sessões e as atividades da programação paralela: www.in-edit-brasil.com

Ingresso:

  • gratuito para exibições (exceto no CineSesc: R$ 10) distribuídos com uma hora de antecedência nas bilheterias das respectivas salas
  • gratuito para atividades paralelas (exceto os que serão shows realizados em espaços musicais parceiros
  • gratuito nas plataforma digitais