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#somostodasdalila | Exposição celebra a potência de Dalila Teles Veras

#somostodasdalila | Exposição celebra a potência de Dalila Teles Veras

“A exposição está linda”, esse é o resumo emocionado da curadoria Thina Curtis ao se referir a “#somostodasdalila”, evento que celebra 80 aos de Dalila Teles Veras e reconhece sua forte relevância enquanto poeta, artista, editora, ativista cultural e uma das vozes mais importantes da memória cultural do Grande ABC.

“Há mulheres que atravessam o tempo. Há mulheres que o escrevem”

A mostra reúne trabalho de dezesseis artistas visuais, ilustradoras, colagistas, grafiteiras e criadoras da imagem “Esta femenagem propõe um encontro entre poesia e presença feminina, entre lembrança e permanência. Cada obra apresentada é uma conversa com Dalila, um mergulho em sua escrita, em sua trajetória e nas muitas mulheres que habitam sua existência.” Thina Curtis

Exposição #somostodasdalila Dalila Teles Veras - Grande ABC Cultural

Em entrevista ao Portal Grande ABC Cultural, a artista e curadora Thina Curtis detalha o evento:

Portal Grande ABC Cultural: Como você conheceu a Dalila e o que mais te chama a atenção na trajetória dela?

Thina Curtis: A Dalila é dessas mulheres cuja trajetória ultrapassa o campo artístico e literário. Sua história é marcada pela força, pela sensibilidade, pela resistência e pelo compromisso com a cultura. O que mais me chama a atenção é sua capacidade de permanecer ativa, criando, escrevendo, provocando reflexões, incentivando e abrindo caminhos. É admirável acompanhar sua trajetória e biografia. Dalila representa uma geração de mulheres que não esperou autorização para ocupar espaços, expressar suas ideias e transformar a realidade ao seu redor. Literalmente, uma mulher de Palavras. É uma mulher que inspira outras mulheres, inclusive, eu. Nossa musa pop! Dalila faz parte da nossa história, assim como o Alpharrabio, que considero um patrimônio cultural da nossa região. E digo mais: Dalila merece uma estátua na cidade, assim como Clarice Lispector tem em Pernambuco, assim como nome de biblioteca. Sua história, sua presença e seu legado merecem ocupar também os espaços públicos e a memória afetiva da nossa cidade. Eu já ouvia falar muito da Dalila, de seu trabalho literário e de seu ativismo cultural. Não me recordo exatamente do nosso primeiro encontro, mas acredito que tenha sido em algum evento literário na Casa da Palavra.

PGABC: Como você fez a seleção das artistas participantes?

TC: A ideia foi reunir mulheres artistas do ABC Paulista e também Constança Lucas, artista luso-brasileira, contemplando diferentes linguagens, trajetórias e formas de expressão dentro da imagem. Convidei artistas visuais, ilustradoras, quadrinistas, colagistas, grafiteiras, fotografas, designer e artistas criativas que possuem uma relação com a arte e com a cultura da nossa região. A escolha também passou pela diversidade de olhares e interpretações. A ideia nunca foi apresentar dezesseis representações iguais de Dalila, mas possibilitar que cada artista trouxesse sua própria leitura, sua sensibilidade e sua percepção sobre essa mulher tão importante. Cada participação é uma homenagem singular, construída a partir da identidade e da poética de cada artista. Foi bem fácil na verdade temos artistas incríveis.

PGABC: Como foi o processo de montagem da exposição? O que você levou em conta para melhor retratar a homenagem?

TC: O processo de montagem foi pensado como uma construção coletiva de afetos, memórias e reconhecimento num dialogo com a Isa, filha da Dalila, e também com a experiência certeira da Maninha. Mais do que organizar obras em uma parede, a intenção foi criar uma narrativa visual que traduzisse a importância de Dalila e sua literatura e ai, mais uma vez, nada melhor do que a filha estar junto nesse processo (rs). Levamos em consideração a diversidade das obras, as cores, as técnicas, as dimensões e, principalmente, a maneira como cada trabalho dialogava com os demais. Buscamos criar uma unidade sem apagar a individualidade de cada artista. A exposição “#SOMOSTODASDALILA – Femenagem aos 80 anos de Dalila Teles” é também um gesto de reconhecimento à potência feminina. É sobre celebrar uma mulher, mas também sobre reconhecer tantas outras que produzem, escrevem, criam, resistem e constroem a história cultural do nosso território unidas pela arte. Acredito que femenagear uma mulher em vida é um ato político, afetivo e necessário. É dizer que sua trajetória importa, que sua história merece ser contada e que sua existência inspira outras pessoas. É dizer obrigada.

Artistas convidadas

Aretha Violetha, Constança Lucas, Drica Sousa, Ela Mesma, Eliane Bonadio, Fabricia Aparecida (FAS), Jurema Barreto de Souza, Isa Sanches, Marcia Rosenberger, Mel Zabunov, Regi Munhoz, Rose Faria, Rute Fuscella, Psicotikka, Simone Domingues e Thina Curtis

Em cada obra desta mostra existe uma Dalila possível.

A Dalila que resiste.

A Dalila que sonha.

A Dalila que escreve.

A Dalila que acolhe.

A Dalila que semeia.

A Dalila das lutas.

E, pouco a pouco, percebemos que sua história se entrelaça com tantas outras histórias.

Eu Dalila.

Ela Dalila.

Nós, Dalilas.

#somostodasdalila.


Exposição #somostodasdalila
curadoria: Thina Curtis

Data: 30 de outubro de 2026 (sexta-feira)

Horários: das 19 às 21h

Local: Alpharrabio (Rua Eduardo Monteiro, 151 – Bela Vista – Santo André – SP)

Ingresso: gratuito

Informações: (11) 4438.4358 e WhatsApp (11) 97275-7802